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Ação Social

Qual e o relacionamento entre o Evangelismo e a Ação Social?

É comum medir o sucesso de um projeto social evangélico pelo número de pessoas que se converteram como resultado dessa ação social. Membros de igrejas até reclamam do desperdício de recursos quando a ação do ministério social não resulta nestas conversões.

Embora este resultado é muito desejado e importante, ele não deve ser visto como a meta principal da ação social da igreja.

Existem várias razões por isso. O primeiro é que essa é uma atitude interesseira, que contraria o caráter de Cristo. Devemos amar por amar. Jesus não desistiu de curar enfermos só por que apenas um de dez leprosos curados voltou para agredecer e louvá-lo (Lucas 17.11-19).

O segundo é que um programa de Ação Social que visa como alvo principal a conversão dos não-crentes não preocupa-se com os problemas dos próprios irmãos. Enquanto os crentes de Jerusalém e Paulo nos mostram a importância dos cuidados para com os irmãos necessitados (Atos 6.1-7, Gálatas 6.10).

Uma outra razão é que a existência de injustica na sociedade é tão revoltante para Deus que tem O levado em momentos passados a rejeitar os louvores do seu povo. (Isaías 58, Amos 5.21-24) Enquanto existirem igrejas e crentes que não se engajam na luta para a justiça de Deus nas relações sociais humanas, construindo comunidades saudáveis, nós compartilharemos uma parcela da culpa pelas vidas que morrem vítimas da fome, da corrupção, da violência, da ignorância, do preconceito, da doença e do pecado social. Corremos o risco de Deus rejeitar os nossos louvores, não importa a qualidade do grupo de louvor ou da coreografia.

Não fazer Ação Social pode ser considerado um ato anti-evangelístico. Muitos são afastados do evangelho quando não percebem o amor de Cristo na ação dos crentes. Deixamos muitas pessoas morrer sem Cristo, pois estas podem olhar para a igreja, procurando o amor de Deus que tanto declaramos, e não encontrá-lo.

Olhando pleo outro lado, evangelizar pode tambem ser visto com uma ato de Ação Social. Pois, uma vida transformada em Cristo pelo perdão dos pecados, e pela ação re-criativa do Espírito Santo, pode ter um impacto social tremendo, só pela mudança efetuada na pessoa e na sua comunidade (exemplo; Zaqueu). Quando tais pessoas levam a ética do Reino de Deus para dentro da sua profissão e para a sua prática de cidadania, o efeito na comunidade é multiplicado ainda mais.

O Evangelismo e a prática de justiça são mandamentos separados, interligados por fazerem parte da missão da igreja dada por Deus, como também o discipulado é um mandamento diferente dos dois:

Evangelismo diz respeito ao resgate do indivíduo do pecado e da sua transformação.

Ação social diz respeito ao resgate e transformação da sociedade e do meio ambiente, além do resgate do indivíduo dos efeitos do pecado.

Discipulado diz respeito à preparação dos seguidores de Jesus para se engajarem nestes resgates e transformações.

A meta de ação social não é um número maior de conversões. A meta de ação social é que todo ser humano viva a vida realizada que Deus intencionou (João 10.10). Assim podem ser construídas comunidades saudáveis. Por outro lado, ao procurar converter o indivíduo sem preocupar-se em criar um ambiente saudável para a vida humana, cria-se uma igreja sitiada, aguardando a volta de Cristo, que não chora pelas injustiças tão abomináveis para Deus.

A meta principal da nossa ação deve ser indícios de mais justiça e de uma comunidade mais saudável, como resultado da nossa ação. Estes indícios nos encorajam a continuar na batalha.

Tirar o indivíduo do pecado não é a totalidade da missão da igreja. A missão é tirar o pecado (e os seus efeitos) do indivíduo, da sociedade e do meio ambiente
 

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